O caminho da leitura
A lombada eletrônica tem três partes que trabalham em sequência: o radar, o processador e o display. A leitura de cada veículo passa por elas nesta ordem.
- O radar, atrás do vidro do gabinete, emite uma onda de rádio na direção de quem vem chegando.
- A onda bate no veículo e volta com a frequência um pouco alterada. Quanto mais rápido o veículo, maior a alteração.
- O processador compara a frequência que saiu com a que voltou e calcula a velocidade em km/h.
- O display acende o número. Se a leitura está dentro do limite configurado para a via, em verde. Se passou, em vermelho.
O motorista vê a própria velocidade enquanto ainda está se aproximando, antes da faixa, do portão ou da curva que o equipamento protege.
O efeito Doppler em duas frases
É o mesmo fenômeno da sirene de ambulância, que soa mais aguda quando vem na sua direção e mais grave quando se afasta. O radar faz isso com ondas de rádio: mede quanto a frequência mudou no reflexo e, a partir dessa diferença, calcula a velocidade.
Radar ou sensor no asfalto
Os equipamentos de fiscalização também podem usar laços indutivos, espiras de fio enterradas no pavimento que percebem a passagem do metal do veículo. Para instalar um laço, é preciso cortar o asfalto.
O radar Doppler lê à distância, sem nada na pista. É por isso que a lombada educativa pode ficar numa coluna na calçada ou sobre um reboque no acostamento, e o pavimento continua do jeito que estava.
Verde e vermelho
O limite é configurado no equipamento conforme a via. Um condomínio pode usar o limite que o regimento definiu, e uma fábrica, o da regra interna do pátio. A cor do número responde a esse valor: até ele, verde; acima, vermelho. A operação, incluindo o ajuste do limite, é passada na entrega, com tutorial de uso.
Por que ver o número muda o comportamento
O display não obriga ninguém a frear. Ele dá uma informação que o velocímetro também dá, só que no lugar e na hora em que ela importa. Muita gente que acha que está devagar descobre o contrário quando vê o número vermelho, e corrige ali.
Em via interna há um motivo a mais. O motorista não é anônimo: é o morador, o funcionário, o fornecedor que passa pela portaria toda semana. O número vermelho acende na frente de quem está em volta.
A lombada funciona com quem aceita o aviso. Para o trecho onde o motorista ignora o display, existem soluções que obrigam a frear, comparadas em como reduzir a velocidade.
O que a lombada educativa não faz
Ela não tem câmera. Não fotografa o veículo, não lê a placa e não gera multa de trânsito. Para multar, o equipamento precisa ser um redutor com modelo aprovado pelo Inmetro, verificado a cada 12 meses, com placa R-19 antes dele e operado pelo órgão de trânsito. A comparação completa está em lombada educativa.
O que ela faz é guardar as leituras: grava a velocidade e o horário de cada passagem, e os dados são extraídos da placa eletrônica. Sem câmera, o registro não diz qual veículo passou, mas mostra em que horários o excesso se concentra.
A energia
Radar, processador e display funcionam com o painel solar no topo do equipamento. Não há cabo até o ponto nem conta de luz depois. O que cada modelo tem está em lombada eletrônica solar.
Onde o display precisa ficar
O equipamento só ajuda se o motorista enxergar o número a tempo de corrigir. Por isso a coluna vai ao lado da via, voltada para quem vem, antes do ponto de conflito. A recomendação da fábrica é de 100 m. O roteiro de escolha do ponto está em instalação de lombada eletrônica.
Se você já sabe onde quer o equipamento, descreva o local no orçamento. A fábrica responde em até 2 horas.


