Escola tem uma vantagem que quase nenhum outro ponto de risco tem: dá para saber a hora exata do perigo. Entrada às sete, saída ao meio-dia, outra leva no fim da tarde. Nesses horários, a rua da frente junta criança atravessando, pai parando em fila dupla e motorista com pressa que nem sabia que ali havia uma escola.
A lombada eletrônica educativa age nesse último. Um radar Doppler mede o carro que se aproxima, e o display de LED mostra a velocidade dele antes da faixa: verde se está abaixo do limite configurado, vermelho se está acima. Não há câmera e não há multa. O motorista vê o próprio número no momento em que ainda dá tempo de tirar o pé.
Rua pública ou área da escola: quem decide
Essa é a primeira pergunta, porque muda o caminho inteiro.
Na rua em frente ao portão, a calçada e a pista são públicas. A escola não instala sozinha: o pedido vai ao órgão de trânsito do município. O art. 95 do CTB exige permissão prévia do órgão de trânsito para obra que possa perturbar a circulação, e uma coluna chumbada na calçada entra nessa conversa. O fato de o equipamento ser educativo ajuda: como não multa, ele não precisa de aferição do Inmetro, estudo técnico anual nem câmera, que são exigências do equipamento que autua. Mas a autorização para ocupar o espaço público continua necessária.
Dentro do campus, no estacionamento e nas vias internas de uma faculdade ou de um colégio grande, a decisão é da instituição. Se o estacionamento for de uso coletivo, ele entra na definição de via terrestre do CTB (art. 2º, parágrafo único), mas isso não impede a instalação de um display que só informa a velocidade.
A diferença entre o equipamento que multa e o educativo está explicada em lombada educativa.
Onde posicionar
- Antes da faixa de pedestre, no sentido de quem chega. O display precisa aparecer quando o motorista ainda tem distância para frear. A recomendação da fábrica é deixar o display a 100 m da faixa.
- Nos dois sentidos, se a rua é de mão dupla. Cada display mede quem vem na direção dele.
- Na calçada, fora da área de embarque. A coluna não pode virar obstáculo para a fila de pais e alunos nem para o portão.
- Com sol no painel. Árvore grande e marquise da própria escola fazem sombra no painel solar. Vale olhar o ponto nos horários em que a sombra é maior.
O passo a passo do ponto e da base está em instalação de lombada eletrônica.
E a faixa elevada?
Quando a escola pede uma solução para a travessia, a faixa elevada costuma entrar na conversa, porque nivela a travessia com a calçada. Antes de pedir uma, saiba que o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito não admite a faixa elevada de frente para o portão dos alunos. Ela também é obra no pavimento e, na rua pública, depende de permissão do órgão de trânsito. O display não toca no pavimento e pode ficar no ponto que fizer mais sentido para quem chega. As duas soluções podem conviver; a comparação completa está em como reduzir a velocidade em condomínio e empresa.
Fixa ou móvel
Para o ponto permanente em frente ao portão, a fixa em coluna é a escolha: base presa ao piso com chapa e chumbadores, nada sobre a pista, energia solar. A móvel, sobre reboque, serve para um período definido, como a volta às aulas ou uma obra na rua da escola que mudou o trajeto dos carros. Quando o período acaba, ela sai sem deixar marca no piso.
Quanto custa
O valor sai por proposta, e a fábrica responde em até 2 horas. Se a compra passa por um processo formal, como numa escola pública, essa proposta é o documento que vai para o processo. O que muda o valor está em preço da lombada eletrônica, e o pedido sai pela página de orçamento de lombada eletrônica.


