Cada redutor resolve um problema diferente e cobra um preço diferente de quem passa por ele todo dia. Abaixo, o que cada um faz, o que exige e quando é a resposta certa.
As opções, uma a uma
Quebra-molas
Na norma, quebra-molas se chama ondulação transversal, em dois tamanhos. O Tipo A, para vias de 30 km/h, ocupa 3,70 m de pista e sobe de 8 a 10 cm. O Tipo B, para 20 km/h, é mais curto (1,50 m) e mais baixo (6 a 8 cm), e fica proibido em rua com linha regular de ônibus. A Resolução 600/2016 do CONTRAN, ainda citada por aí, foi revogada pela 973/2022; as medidas valem pelo volume VI do manual de sinalização.
Na via pública, o Código de Trânsito proíbe a ondulação como redutor, salvo casos especiais (art. 94). Para construir uma, o órgão precisa de estudo técnico, de prova de que outras soluções não funcionaram e de autorização expressa.
O quebra-molas funciona porque não deixa escolha: todo mundo freia, inclusive quem já vinha devagar. Por isso ele também castiga suspensão e pneu de quem passa várias vezes por dia, obriga ambulância e caminhão de bombeiro a frear e só sai do lugar se for quebrado.
Faixa elevada
A faixa elevada levanta a travessia até a altura da calçada e leva a faixa de pedestres por cima. Ela reduz a velocidade e ainda deixa o pedestre atravessar no plano, o que nenhuma outra opção faz. Também exige obra no piso. Perto de escola há uma restrição: o manual não admite a faixa elevada de frente para o portão por onde os alunos entram e saem.
Só a placa de limite
A placa R-19 diz o limite e custa pouco. Mas ela informa o mesmo número para todos e não mostra a ninguém quanto estava acima dele. Sem alguém conferindo, a placa sozinha costuma virar paisagem. No condomínio, a placa de regulamentação na rua interna é paga pelo condomínio e depende de projeto aprovado pelo órgão de trânsito (art. 51 do CTB).
Lombada eletrônica educativa
O radar Doppler lê o carro que vem chegando e os dígitos de LED acendem a velocidade dele, em verde se está dentro do limite e em vermelho se passou. O equipamento fica numa coluna ao lado da via ou num reboque, com energia do próprio painel solar. Não há obra no pavimento e nenhum veículo precisa frear à força.
O limite dela também é claro: depende de o motorista aceitar o aviso. Numa via interna, os motoristas são quase sempre os mesmos: moradores, funcionários, fornecedores que voltam toda semana. É nesse tipo de lugar que o número vermelho na frente da portaria tem mais chance de mudar o hábito. Os detalhes estão em lombada educativa.
Lombada eletrônica que multa
A Resolução CONTRAN 798/2020 chama esse equipamento de redutor de velocidade. Para multar, ele precisa de modelo aprovado pelo Inmetro, verificação a cada 12 meses, estudo técnico anual, placa R-19 antes do ponto e registro de imagem do veículo. Quem opera é o órgão de trânsito responsável pela via. Condomínio e empresa não podem ter um.
Lado a lado
| Item | Quebra-molas | Faixa elevada | Só placa | Lombada educativa |
|---|---|---|---|---|
| Obra no piso | Sim | Sim | Não | Não: vai na calçada ou num reboque |
| Obriga a frear | Sim | Sim | Não | Não |
| Mostra a velocidade de cada um | Não | Não | Não | Sim |
| Ambulância e bombeiro | Precisam frear | Precisam frear | Passam | Passam |
| Desgaste do veículo | A cada passagem | A cada passagem | Nenhum | Nenhum |
| Ruído de freada e retomada | Sim | Sim | Não | Não |
| Mudar de lugar | Só quebrando | Só quebrando | Trocar a placa | Fixa: base nova. Móvel: rebocar e nivelar |
| Energia | Não usa | Não usa | Não usa | Solar, no próprio equipamento |
Qual escolher
Rua interna de condomínio, portaria, pátio de empresa. Quem passa ali volta todo dia e é conhecido. A lombada educativa resolve sem obra e sem castigar o carro de ninguém. Veja como ela entra em condomínio e em empresas e indústrias.
Travessia concentrada. Saída de área de lazer, ponto de ônibus fretado, faixa usada por muita gente ao mesmo tempo. A faixa elevada nivela a travessia e é a opção mais segura para o pedestre.
Ponto onde o aviso não funciona. Se o display já está lá e os motoristas continuam passando acima, o ponto pede barreira física. O quebra-molas entra aqui, com o desconforto que vem junto.
Placa e display juntos. A placa diz o limite. O display mostra a cada motorista quanto ele está acima. As duas coisas se completam, e a regra interna fecha o círculo: o condomínio pode multar quem insiste, se a convenção prever.
Antes de quebrar o piso, teste. Uma lombada móvel alugada por alguns meses mostra se o aviso basta naquele ponto. Se bastar, o quebra-molas não precisa ser construído. Se não bastar, a decisão pela obra fica mais fácil de defender. Veja a locação de lombada eletrônica.
Para fixar o número certo antes de escolher o equipamento, leia velocidade máxima em condomínio. Para saber quanto custa a lombada educativa no seu caso, monte o pedido no orçamento.


